A Jornada da Lockheed na aviação comercial
A Lockheed Corporation foi uma das maiores empresas aeroespaciais dos Estados Unidos, responsável por produzir aviões comerciais e militares, além de helicópteros, mísseis e monotrilhos. Neste post, vamos contar um pouco da história da Lockheed produzindo aviões comerciais e porque eles saíram deste mercado.
A entrada da Lockheed no mercado de aviões comerciais
A Lockheed começou a fabricar aviões comerciais em 1928, com o Lockheed Vega, um monomotor de seis lugares que se tornou famoso por ser usado por Amelia Earhart e Wiley Post em seus voos recordistas. O Vega foi seguido pelo Lockheed Model 10 Electra, também conhecido como Electra I, um bimotor de 10 lugares que também foi usado por Earhart em sua tentativa de circunavegar o globo.

Imagem: Bill Larkins
Em 1939, a Lockheed lançou o Lockheed L-18 Lodestar, um bimotor de 18 lugares que competia com o Douglas DC-3. No entanto, o Lodestar não teve muito sucesso no mercado civil, sendo mais utilizado como transporte militar durante a Segunda Guerra Mundial. A guerra também impulsionou a produção do Lockheed Hudson, um bombardeiro leve baseado no Electra I, e do Lockheed Ventura e Harpoon, baseados no Lodestar.
O Auge com o Constellation e o fracasso comercial do Electra II nos EUA
Após a guerra, a Lockheed desenvolveu o seu avião comercial mais famoso: o Lockheed Constellation, um quadrimotor de longo alcance que podia transportar até 81 passageiros. O Constellation foi um dos primeiros aviões pressurizados e tinha uma silhueta distintiva com uma cauda tripla. O Constellation foi usado por diversas companhias aéreas, como a Pan Am, a TWA e a Varig, e também por personalidades como o presidente Dwight Eisenhower e o músico Elvis Presley.

Imagem: Alf van Beem
Em 1957, a Lockheed lançou o L-188 Electra (Também conhecido como Electra II), um quadrimotor turboélice que podia levar até 98 passageiros. O Electra foi o primeiro avião comercial da Lockheed a usar asa enflechada e trem de pouso triciclo.
Apesar de ser um clássico e ter uma excelente reputação no Brasil, o Electra sofreu com problemas estruturais durante seus primeiros anos em operação nos EUA, que acabaram por causar dois acidentes fatais em 1959 e 1960. Isso afetou a reputação do avião e levou muitas companhias aéreas a cancelarem seus pedidos.
A era do jato puro
Em 1961, a Lockheed lançou o seu primeiro jato puro: o Lockheed JetStar, um bimotor executivo que podia transportar até 10 passageiros. O JetStar foi o primeiro avião comercial da Lockheed a usar motores montados na traseira da fuselagem e também o primeiro jato executivo com autonomia transatlântica. O JetStar foi usado por governos, empresas e celebridades, como Frank Sinatra e Elvis Presley.
Em 1972, a Lockheed apresentou o seu último avião comercial: o Lockheed L-1011 TriStar, um trimotor de fuselagem larga que podia levar até 400 passageiros. O TriStar foi o primeiro avião comercial da Lockheed a usar motores de alta razão de diluição (bypass) e também o primeiro a ter um sistema automático de pouso ILS CAT III.

Imagem: Richard Vandervord
O TriStar competia com o McDonnell Douglas DC-10 e o Boeing 747, mas teve dificuldades para conquistar clientes devido aos altos custos de desenvolvimento e aos problemas com o fornecedor dos motores, a Rolls-Royce.
A Lockheed saiu do mercado de aviões comerciais em 1984, após entregar o último TriStar. A empresa enfrentava uma crise financeira e decidiu se concentrar no segmento militar e espacial. Em 1995, a Lockheed se fundiu com a Martin Marietta para formar a Lockheed Martin, uma das maiores empresas de defesa do mundo.
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