O Paulistinha é um plagio? Conheça a história do Taylor Cub!
Você já ouviu falar do Taylor Cub? Esse pequeno avião foi o precursor do famoso Piper J-3 Cub, um dos modelos mais populares e versáteis da história da aviação. Mas você sabia que o Taylor Cub também tem uma ligação com o CAP 4 Paulistinha, um dos aviões mais usados para treinamento no Brasil?
Conheça o Taylor Cub

A origem do Taylor Cub remonta à fundação da Taylor Aircraft Company, em 1927, na Pensilvânia. A empresa produzia aviões leves e baratos, chamados de Taylor Chummy. Em 1929, a empresa entrou em falência após um incêndio que destruiu sua fábrica. Foi então que William T. Piper, um investidor da empresa, contratou C. Gilbert Taylor para projetar um novo avião que fosse mais simples e econômico.
O desenvolvimento da nova aeronave começou em 1930, quando C.G. Taylor decidiu projetar um avião simples e acessível para os amantes da aviação. Ele queria criar uma aeronave fácil de voar, que pudesse ser usada tanto para recreação quanto para treinamento de pilotos.
O produto resultante foi chamado de Taylor Cub, um monoplano de asa alta com uma estrutura de madeira e uma fuselagem coberta de tecido, possuindo capacidade para dois ocupantes e um motor a pistão na frente, o projeto foi pensado para ser fácil de voar e possuir características de voo estáveis, tornando-se uma escolha popular para pilotos iniciantes.
A aeronave fez seu primeiro voo em ainda em 1930, o avião tinha um motor de 20 hp, com uma velocidade máxima de 105 km/h e uma autonomia de 320 km. O avião era fácil de pilotar e manter, e podia pousar e decolar em pistas curtas e irregulares, assim, o Taylor Cub logo se tornou um sucesso de vendas, sendo usado por escolas de aviação, correios aéreos e fazendeiros.
Surgimento da Piper Aircraft e do Piper J-3 Cub

A transição do Taylor Cub para o Piper J-3 Cub e a transformação da Taylor Aircraft Company na Piper Aircraft estão interligadas, após ver o sucesso de sua aposta no Taylor Cub, William T. Piper decidiu investir novamente na empresa, ele acreditava que poderia melhorar o design e comercializar a aeronave de forma mais eficiente. Com essa visão, ele assumiu o controle da Taylor Aircraft Company em 1935.
Sob a liderança de Piper, a empresa passou por uma reestruturação e foi renomeada para Piper Aircraft Corporation em 1937, um dos primeiros passos importantes foi o aprimoramento do design do Taylor Cub para torná-lo mais atraente para um mercado mais amplo.
O novo modelo foi chamado de Piper J-3 Cub, mantendo a essência do Taylor Cub, mas com melhorias e atualizações significativas, a nova aeronave possuia uma aparência mais refinada, com mudanças na fuselagem e no design da asa, além de alguns aprimoramentos no desempenho.
A Piper Aircraft Corporation iniciou uma campanha de marketing agressiva para promover o J-3 Cub. Assim como seu antecessor, a aeronave ganhou popularidade rapidamente, especialmente entre os pilotos privados e as escolas de aviação, o novo Cub era acessível, confiável e fácil de voar, o que o tornava uma escolha ideal para treinamento de pilotos e lazer.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a produção do J-3 Cub foi interrompida para priorizar a fabricação de aeronaves militares. No entanto, após a guerra, a Piper Aircraft retomou a produção em grande escala para atender à crescente demanda.
O Piper J-3 Cub se tornou uma aeronave icônica na aviação geral, e a Piper Aircraft Corporation continuou a desenvolver e produzir uma série de variantes e modelos derivados do Cub ao longo das décadas. O sucesso do J-3 Cub e de outros modelos da Piper contribuiu para o crescimento e a consolidação da Piper Aircraft como um dos principais fabricantes de aeronaves leves no mundo.
Como o Cub se tornou o Paulistinha
O Paulistinha CAP-4 é uma aeronave de treinamento que foi desenvolvida no Brasil na década de 1930, baseada no sucesso dos modelos americanos Taylor Cub e Piper J-3 Cub, a Empresa Aeronáutica Ypiranga (EAY) optou por construir uma réplica desta aeronave, porém havia um “pequeno” detalhe, a fabricante nacional iniciou a produção da aeronave sem possuir a licença ou autorização oficial do fabricante original (Piper Aircraft Corporation).
O avião era equipado com um motor radial Salmson AD, que lhe conferia uma potência de 40 hp. A EAY produziu cinco unidades do Paulistinha antes de ser comprada pela Companhia Aeronáutica Paulista (CAP) em 1942.
A CAP continuou a fabricação do Paulistinha com a designação CAP-4, fazendo algumas modificações no projeto, como a substituição do motor Salmson por um Continental A-40 de 37 hp. O CAP-4 teve grande sucesso comercial, sendo vendido para vários aeroclubes e forças armadas do Brasil e de outros países da América do Sul e da Europa. Estima-se que cerca de 800 unidades do CAP-4 foram produzidas até 1948, sendo considerado um dos aviões treinadores mais populares do Brasil.
Em 1956, a Indústria Aeronáutica Neiva (NEIVA) adquiriu os direitos de fabricação do Paulistinha e lançou uma nova versão, chamada P-56 ou Neiva 56. Essa versão tinha um motor mais potente, um Lycoming O-235 de 103 hp, e algumas melhorias na estrutura e no desempenho da aeronave. O P-56 foi usado pela Força Aérea Brasileira entre 1959 e 1967, além de outros clientes civis e militares. A NEIVA também desenvolveu uma versão agrícola do Paulistinha, o P-56 Agrícola, que tinha um tanque químico de fibra de vidro e barras de pulverização, mas não conseguiu competir com os aviões agrícolas importados.
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