Os aviões possuem “marcha ré”?

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Você já se perguntou se um avião pode andar de ré, assim como um carro? A resposta é sim, mas não da mesma forma que você imagina. Existem duas maneiras de um avião se mover para trás: usando o empuxo reverso ou o pushback.

Afinal de contas, o avião possui marcha ré?

Você já se perguntou como um avião consegue parar depois de pousar na pista? A resposta é simples: Boa parte das aeronaves são dotadas de um sistema chamado de reverso, uma espécie de “marcha ré” do avião.

O reverso consiste em desviar o fluxo de ar que sai dos motores para a frente, criando uma força contrária ao movimento do avião. Assim, o avião reduz a sua velocidade e economiza os freios das rodas.

Este recurso é acionado pelo piloto logo após o toque das rodas no solo, através de alavancas localizadas no manete de potência; existem diferentes tipos de reverso, dependendo do tipo de motor do avião. Os mais comuns são o reverso de turbina, que usa palhetas móveis para desviar o ar, e o reverso de hélice, que muda o ângulo das pás da hélice para empurrar o ar para a frente

Um Airbus A321 com o reversor de empuxo acionado
Imagem: Pieter van Marion / Wikimedia

A prática de utilizar o reverso é fundamental para a segurança e a eficiência dos aviões, mas o mesmo não pode ser usado em qualquer situação. Por exemplo, ele não pode ser usado durante a decolagem, pois isso poderia causar um acidente grave. Ele também não pode ser usado durante o voo, pois isso causaria um arrasto extra, instabilidades e danos extras ao avião e aos seus motores; além disso, ele só pode ser usado até uma certa velocidade, pois acima dela o reverso poderia causar instabilidade ou perda de controle do avião.

Este mecanismo também pode ser usado para ajudar alguns modelos de aeronaves a se deslocar para trás no solo, mas isso é extremamente raro e praticamente inexistente na aviação comercial moderna.

Conheça o Pushback, a técnica usada pela equipe de solo para permitir que a aeronave “ande para trás” no solo

Apesar de possuir os reversores, a maioria dos aviões modernos não são capazes de dar a “ré” no solo, para isso existe uma prática chamada pushback, uma manobra que consiste em empurrar uma aeronave para trás, a fim de posicioná-la para a decolagem ou para o estacionamento.

O pushback é realizado por um veículo especial chamado de reboque, que se acopla ao trem de pouso dianteiro da aeronave e a move na direção desejada, a prática é necessária quando a aeronave não pode usar seus próprios motores para se deslocar no solo, seja por questões de segurança, de economia de combustível ou de espaço.

Um reboque realizando o pushback de uma aeronave

 

A realização do pushback requer uma coordenação entre o piloto, o operador do reboque e o controlador de tráfego aéreo. Antes de iniciar o procedimento, o piloto deve solicitar autorização ao controlador, informando sua posição, destino e plano de voo. O controlador verifica se há espaço livre na pista e nas áreas adjacentes, e concede ou nega a autorização. O operador do reboque se comunica com o piloto por meio de um fone de ouvido, e segue as instruções do mesmo para realizar a manobra; durante o pushback, o piloto deve manter os freios acionados, os motores desligados e as superfícies de controle travadas.

Conheça o Powerback, outra maneira da aeronave se deslocar em solo

Powerback, na aviação, refere-se a uma manobra especial na qual um avião utiliza o empuxo reverso dos motores para mover-se de ré, geralmente para sair de uma posição de estacionamento ou para manobrar em espaços apertados.

No powerback, o piloto inverte temporariamente o empuxo dos motores para trás, criando uma força que empurra o avião na direção oposta à da sua frente. Isso é realizado por meio do sistema de reversão de empuxo presente em alguns motores a jato, conforme mencionado anteriormente.

No entanto, é importante destacar que boa parte das aeronaves que são aptas a realizar o poweback são modelos mais antigos, já que por medidas de segurança a pratica acabou sendo desencorajada com o passar dos anos.

A capacidade de executar essa manobra depende das especificações e limitações do projeto da aeronave, bem como dos procedimentos operacionais da companhia aérea. A decisão de usar ou não o powerback é determinada pelo manual de operações da aeronave e pels políticas da companhia aérea.

Além disso, a realização do powerback requer cuidados especiais devido a vários fatores, como a possibilidade de danos à infraestrutura do aeroporto (como a ingestão de objetos estranhos pelos motores), o risco de danos aos motores, a segurança dos passageiros e a interação com outros veículos ou aeronaves em solo. Portanto, essa manobra só é realizada sob condições específicas e por pilotos treinados para executá-la corretamente.

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