Por que o McDonell Douglas MD-80 não deu certo no Brasil?

Tempo de leitura 2 min

O McDonell Douglas MD-80 foi um avião comercial bimotor de médio alcance que surgiu como uma evolução do DC-9, um dos primeiros jatos de passageiros da história. O MD-80 tinha capacidade para até 172 passageiros e podia voar a uma velocidade máxima de 811 km/h. Ele foi lançado em 1980 pela fabricante americana McDonell Douglas e teve sucesso nos Estados Unidos e na Europa, mas no Brasil ele teve uma curta e discreta passagem.

Um experimento no começo da década de 1980

Imagem: Helio Bastos Salmon/PlanePictures.net

No ano de 1982, a antiga companhia aérea Cruzeiro do Sul, na época já considerada subsidiária da Varig, recebeu uma aeronave do modelo MD-82 para um período de testes em sua frota, avião tinha sido encomendado originalmente pela Aeromexico, mas a empresa mexicana adiou o recebimento da aeronave, que ficou disponível para a frota de testes da McDonell Douglas que a ofereceu para um período de avaliação para a companhia brasileira.

Assim como o Airbus A300,  o MD-82 foi redirecionado para a frota da Cruzeiro, que na época atuava como uma espécie de “laboratório de testes” para novas aeronaves antes das mesmas ingressarem na frota da companhia principal.  

O MD-82 operado pela Cruzeiro tinha uma pintura adaptada com a parte superior da fuselagem em metal polido, um detalhe que compunha o esquema de cores da Aeromexico na época e possuía 155 assentos e voou nas principais rotas domésticas da empresa, como São Paulo-Curitiba, São Paulo-Porto Alegre e São Paulo-Manaus. Ele também fez voos internacionais para Buenos Aires, na Argentina.

O Experimento foi positivo, porém devido a diversos fatores a aeronave não acabou ficando em terras brasileiras

A experiência da Cruzeiro com o MD-82 foi positiva e Varig chegou até a firmar uma intenção de compra de seis aeronaves do modelo, porém devido a instabilidade cambial e as crises internas que o Brasil enfrentava na época a encomenda acabou por ser cancelada.

 A companhia aérea preferiu investir em outros modelos, como o Boeing 737 que já estava consolidado nas frotas da Varig e da Cruzeiro, sendo assim uma alternativa mais viável ao levar em conta que padronização da frota tende a gerar uma grande economia em longo prazo em fatores como manutenção e treinamento de tripulação.

Sucesso em outros países

O modelo é lembrado com bastante admiração no exterior, principalmente nos Estados Unidos, país onde o MD-80 e suas variantes operaram por mais de 35 anos, tendo suas últimas unidades aposentadas no início da década de 2020.

Na American latina o modelo foi popular em empresas argentinas como Austral lineas aéreas, Aerolineas Argentinas e Austral Lineas Aéreas

O MD-80 nunca mais voltou a voar no Brasil, mas continuou sendo produzido até 1999, com mais de 1.100 unidades vendidas. Ele foi modificado e originou o MD-90 em 1995 e o MD-95 em 1998, que depois foi renomeado para Boeing 717 após a fusão entre as duas fabricantes. O MD-80 foi um dos jatos comerciais mais populares do mundo, mas no Brasil ele ficou apenas como uma lembrança.

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