Economia e Mercado

Analise da liberação de 100% do capital estrangeiro em Cias Aéreas

dezembro 17, 2018
cias aéreas
Tempo de leitura 5 min

Os últimos dias foram extremamente movimentados no mundo da aviação e para as nossas Cias Aéreas. Notícias como a devolução das aeronaves da Avianca, a sua recuperação judicial, o acordo da Embraer com a Boeing. O possível fim da Infraero e finalmente a MP que autoriza a injeção de até 100% de capital estrangeiro em companhias aéreas brasileiras.

Embora não tenham pareçam relacionadas, todas as notícias tem pontos de conexão umas com as outras, o principal deles é a política de liberalismo econômico que se iniciou desde o impeachment de Dilma Roussef e que deve se acentuar durante o governo Bolsonaro.

A injeção de capital estrangeiro na aviação brasileira deve dar o tom da nosso mercado nos próximos anos. A situação da Avianca, por exemplo, tem grande chance de ser ajustada com a injeção de capital da United assim como a fusão da Embraer com a Boeing. Já o possível fim da Infraero irá gerar um grande fluxo de privatização de aeroportos por todo o Brasil, grande parte deles contará com capital estrangeiro, e finalmente a MP das Cias Aéreas, que deve ser um ponto primordial na nova política econômica do Brasil.

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O que pensam as empresas?

Sabemos que GOL, TAM e Azul, já tem investidores ou parcerias com diversas empresas estrangeiras, e que poderão rever os seus acordos já existentes. Segundo Eliseu Padilha (ministro interino do trabalho), ” À medida que tenhamos a implantação dessa política, teremos nova companhias, novos destinos e, com isso, estimularemos a geração de empregos e passagens mais baratas”. O ministro afirmou ainda que a decisão não tem a ver somente com a crise da Avianca Brasil, mas que a companhia poderá ser beneficiada com a medida.

Os investidores parecem animados com a notícia e as ações da Gol subiram 5% no dia em que saiu a Medida Provisória, já as ações da Azul mantiveram o ganho, mas de maneira mais discreta, em torno de 1%.

Por parte das companhias, a Azul, através de David Neelemand, presidente do conselho de administração da empresa, criticou a medida de Temer, segundo ele, o problema não é a medida em si, mas a falta de transparência e de contra partida por parte de outros países. Ele questionou o fato de uma empresa americana poder comprar 100% de uma companhia brasileira, mas que o inverso não seja reciproco.

A Latam por sua vez se declarou favorável a medida, afirmando que “estimula o crescimento, gerando riqueza para o Brasil”.

A GOL e a Avianca preferiram não se posicionar publicamente sobre a decisão, embora já tenham sinalizado no passado que são a favor da medida e alguns gestores afirmarem, de forma anônima, que a decisão tem o poder de melhorar a situação das aéreas brasileiras.

O que mudará com a Medida Provisória?

Diversos especialistas comentaram na última semana sobre a medida e a maioria deles viu com bons olhos a ação de Temer, sendo segundo eles, benéfica ao consumidor e ao mercado como um todo. A tendência é que as passagens se tornem mais baratas com o tempo, além de gerar mais empregos em todo o Brasil. Segundo Marcos Pielusch, coordenador da Fundação Instituto de Administração, “É algo que pode gerar um efeito positivo para o consumidor no médio prazo, com mais conexões e oferta de serviços aéreos”.

Já outros especialistas apontam que o aumento da competição em geral trás diversos benefícios e que a taxa de voos por habitante é muito pequena no Brasil, havendo claros indícios de uma demanda reprimida. Fora isso a medida será especialmente positiva para a Avianca se recuperar da crise atual que passa.

O Comandante Castanho, candidato a Deputado Federal e Presidente do Sindicato Nacional do Aeronautas, se posicionou em suas redes sociais como favorável a medida, ressaltando que a medida é irreversível e que ela trará diversos benefícios para a aviação. Ele no entanto faz ressalvas para que a medida inclua ressalvar para proteger os tripulantes e profissionais da aviação.

Para atrair investidores, no entanto, não basta a abertura do capital, é preciso reduzir os custos operacionais que as empresas aéreas tem no Brasil, reduzindo o valor do combustível e melhorando a questão do custo do aeroportos brasileiros. Para isso uma medida importante é a privatização de aeroportos,  neste ano Temer já anunciou que 12 aeroportos serão repassados para a iniciativa privada.

Fora isso, assim como em todos os mercados, é importante que o país se estabilize econômico e politicamente nos próximos anos, gerando um crescimento sustentável, uma redução de desemprego e com o avanço de uma série de reformas que estão sendo propostas. Trazendo assim uma redução no risco para o investidor.

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Fontes:

https://g1.globo.com/economia/noticia/2018/12/13/temer-assina-mp-que-libera-ate-100-de-capital-estrangeiro-em-companhias-aereas-brasileiras.ghtml

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/12/situacao-da-avianca-faz-temer-abrir-capital-das-aereas-para-estrangeiros.shtml

https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2018/12/15/abertura-a-capital-estrangeiro-deveria-ter-contrapartida-diz-fundador-da-azul.htm

https://g1.globo.com/economia/noticia/2018/12/13/companhias-comentam-mp-que-libera-ate-100-de-capital-estrangeiro-em-aereas-brasileiras.ghtml

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