Dicas da Aviação

O que é aviação experimental? Entenda mais!

fevereiro 13, 2019
Tempo de leitura 6 min

A área de aviação é muito ampla, e isso pode gerar uma certa confusão entre os pilotos em formação. Em que área atuar? Podemos dividir a aviação em três grandes categorias: regular, ou de linhas aéreas, militar e geral, que engloba diversas “miniáreas”, como aviação de carga, táxi-aéreo, aviação executiva, aviação de instrução e aviação experimental.

A aviação experimental é uma das áreas desse setor que mais geram polêmicas. Isso acontece porque a legislação em cima dessas aeronaves ainda pode ser um pouco confusa, e os acidentes podem ser fatais. Mas a frota de aeronaves experimentais no Brasil cresce a cada ano. Até junho de 2018, eram 5.617 registros no país.

Mas, afinal, o que é aviação experimental? Qual a legislação para esse setor? É possível atuar nessa área? Nós explicamos tudo isso e muito mais. Para saber, é só continuar lendo este post!

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O que é aviação experimental?

Primeiro, você precisa ter bem claro o que é a aviação experimental. Como o nome sugere, as aeronaves dessa categoria ainda são experimentais, ou seja, não passaram pelos testes de homologação exigidos pela ANAC. Assim, teoricamente, piloto e tripulação voam “por conta e risco” nesse tipo de avião.

Aeronaves experimentais são utilizadas em duas principais vertentes. A primeira delas é para o desenvolvimento de novas tecnologias e conceitos, essenciais para a evolução da aviação. A outra é por pura e simples diversão. Muitos entusiastas e pessoas apaixonadas por aviões acabam entrando nessa categoria e constroem seus próprios aviões “em casa”.

Qual é a sua origem?

A aviação experimental existe desde que os aviões começaram a ser construídos. Temos muitos exemplos de aeronaves que foram construídas, testadas e descontinuadas antes mesmo de serem produzidas em massa.

Mas houve uma massificação de aviões experimentais a partir dos anos 90, quando empresas americanas e europeias passaram a produzir kits para que amadores pudessem, de forma “caseira”, montar suas próprias aeronaves. Com o passar do tempo, empresas terceirizadas passaram a oferecer o serviço de montagem desses kits, e pessoas que só tinham interesse na operação dessas aeronaves também puderam adquiri-las.

Como são os aviões experimentais?

As aeronaves de aviação experimental podem ter, literalmente, qualquer configuração. Podemos citar algumas absurdas, como o “Gossamer Penguin”, que voou apenas 3 km, ou o Lockhead XFV, que decolava e pousava na posição vertical, ou o Grumman X-29, que tinha enflechamento negativo e era muito instável a baixas velocidades. Todos esses citados são considerados aviões experimentais e trouxeram grandes contribuições para o desenvolvimento de aeronaves.

Agora, falando um pouco da segunda vertente da aviação experimental, podemos ver uma grande quantidade de aviões monomotores, que podem entrar na categoria de ALEs (aeronaves leves esportivas) experimentais. Vale lembrar que existem aeronaves regulamentadas nessa categoria que, geralmente, são utilizadas para rebocar planadores e nas aulas práticas de instrução de voo.

A maior parte das aeronaves experimentais do Brasil tem um peso de decolagem menor que 650 kg e capacidade de transportar duas pessoas. Também são comumente chamadas de “ultraleves”.

Quais são as regras da aviação experimental?

Apesar de não passarem pelos rigorosos testes de homologação, os aviões precisam atender a algumas regras, chamadas de requisitos de aeronavegabilidade. Além disso, as aeronaves da aviação experimental não podem voar sobre áreas densamente populadas, para não colocar a vida de terceiros em risco.

As aeronaves experimentais não podem ser utilizadas para atividades remuneradas ou com fins lucrativos. Por fim, pelo menos 51% da aeronave deve ser construída pelo proprietário.

Quais as polêmicas envolvendo aviões experimentais?

Falamos, no começo deste texto, que a aviação experimental ainda gera muita polêmica. Isso porque as opiniões sobre a segurança desse tipo de aeronave divergem bastante, mesmo entre os especialistas. Há quem diga que as tecnologias dos aviões experimentais já estão bastante avançadas, mas a legislação não acompanha.

Em 2016, um avião experimental que caiu sobre uma casa três minutos após levantar voo fez com que esse tipo de aviação fosse condenado. Afinal, por que um avião experimental, que teoricamente não pode voar sobre áreas densamente populadas, estava fazendo em São Paulo? Como o plano de voo dessa aeronave foi aprovado pelas autoridades?

Infelizmente, muitas pessoas apenas adquirem aeronaves experimentais por serem mais baratas, justamente por não passarem pelo processo de homologação. Pilotos e passageiros devem estar cientes da natureza do avião antes de embarcarem.

Como atuar na área da aviação experimental?

Com o brevê de piloto privado, já é possível pilotar aeronaves experimentais, lembrando sempre que isso é feito pela conta e risco do piloto. Mas existe uma outra vertente para aqueles que querem atuar na aviação experimental: como piloto de teste.

Imagine ser o primeiro a pilotar uma aeronave em desenvolvimento, como o KC-390. Isso soa realmente incrível, mas os pilotos que se dedicam a essa carreira precisam ter, além de muita coragem e amor pela aviação, muita experiência.

Os testes em aeronaves que serão homologadas são intensos, e a profissão é considerada de alto risco. Alguns procedimentos comuns em voos experimentais envolvem a redução da velocidade para que ocorra o “estol” (quando o avião perde altitude, “caindo” de barriga) e desligamento dos motores para analisar como a aeronave se recupera.

Diferentemente dos aviões experimentais para amadores, esses testes ocorrem em um espaço aéreo predefinido e servem para garantir que o melhor produto está sendo entregue. Todos os sistemas do avião são testados no limite.

Uma pessoa que quer seguir carreira como piloto de testes deve treinar sua habilidade em tomar decisões, pois, ao soar qualquer alarme, terá poucos segundos para tomar a decisão. Na verdade, se analisarmos bem, qualquer piloto em potencial deve ter essa característica, não é mesmo?

Apesar das controvérsias, não há como negar que a aviação experimental é essencial para o desenvolvimento de novas tecnologias. Ainda assim, as normas de segurança devem ser discutidas, visando sempre trazer benefícios para todos os usuários. Seja na aviação experimental, civil ou militar, as aeronaves devem passar por manutenções preventivas.

Qual é a sua opinião sobre aviação experimental? Já pensou em seguir carreira nessa área? Que tal aproveitar e conferir quais são os primeiros passos para entrar na aviação?

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1 comentário

  • Avatar
    Responder Antonia fevereiro 21, 2019 at 6:32 pm

    Gostei muito de saber sobre a aviação experimental, principalmente na área de desenvolvimento de novas tecnologias, testando um novo avião, enfim, testando todos os seus limites. Muito interessante mesmo.

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