Curiosidades

Como funciona e como pilotar um avião anfíbio? Entenda aqui

09/07/2019
aviao-anfibio

Versátil, leve e em constante evolução, destaca-se uma categoria de aeronaves que vem ganhando espaço no mercado aeronáutico. Diferente do seu irmão, o hidroavião, que apenas pousa e decola na água, o avião anfíbio é conhecido por sua multivalência — pode decolar e pousar em terra e mar — assim como sua finalidade, civil ou militar.

Como toda aeronave, existem algumas particularidades sobre a sua estrutura, legislação e história. Se você ficou interessado em saber um pouco mais, continue com nós nesta leitura.

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Presença na história e no mercado

O primeiro modelo de avião anfíbio foi arquitetado por Alphonse Penaud e Paul Gauchot em 1876. Entretanto, ele não chegou a ser construído, pois o projeto foi rejeitado pela Sociedade de Navegação Aérea da França.

Atualmente, com o progresso da engenharia aeronáutica e a consolidação da indústria de aviação civil, híbridos mais leves e rápidos têm sido desenvolvidos. A prova disso são aviões como o ICON A5, produzido desde 2005. Compacto e com asas dobráveis, ele também é conhecido por ser facilmente pilotável e por sua segurança, já que possui, inclusive, paraquedas embutido.

Outro exemplo é o concorrente brasileiro, o SEAMAX M-22, cuja estrutura é constituída de compósito de fibra de carbono, destacando-se na leveza e resistência.

Regulamentação de aviões anfíbios

Aviões anfíbios são classificados como Aeronaves Leves Esportivas, categoria normalizada recentemente pela ANAC.  Anteriormente, esses aeromodelos eram classificados como Aeronaves Experimentais Desportivas. Com isso, eles operam de acordo com a RBHA 91, e a concessão da licença para pilotá-los segue as normas da RBAC 61.

Então, se você quiser pilotar estas aeronaves, saiba que precisará do CPL (Certificado de Piloto de Aeronave Esportiva). Para isso, além de ser maior de idade e de ter concluído o ensino médio, deverá realizar um curso teórico aprovado pela ANAC, receber orientações de voo em centros de instruções que sejam aprovados pela mesma instituição e realizar exames de proficiência.

Em relação às operações de modelos anfíbios, o CBA (Código Brasileiro de Aeronáutica), em seu artigo 19º, define que uma aeronave só pode decolar ou pousar em aeródromos que sejam compatíveis com as suas especificidades, desde que se atente a questões de segurança e bem-estar das regiões e populações vizinhas.

Mas fique atento: em relação ao pouso e decolagem na água, deve-se obedecer também à NORMAM 03/2011, Normas de Autoridade Marítima, e IAC 3513-91, que se refere à segurança e operação em aeronaves anfíbias. Conhecendo bem as diretrizes e seguindo todas as normas, tudo deve ficar sob controle.

Evolução dos aviões anfíbios

Normas de segurança e concessão de licenças podem ser impulsionadoras na evolução de aeromodelos. Podemos usar o exemplo do Super Petrel LS, um dos aviões anfíbios aprovados para operações no Brasil. Após ser reprojetado para atender aos requisitos legais do país, alcançou-se como resultado uma aeronave mais simples de se operar em terra e água.

Além de estabilidade hidrodinâmica, a projeção de anfíbios tende ao desenvolvimento de modelos que se adequem à mobilidade terrestre. A possibilidade de guardar uma aeronave desse tipo em casa é motor para novos empreendimentos.

Como vimos, o avião anfíbio é um modelo em constante evolução, tanto pelos avanços tecnológicos como pelas necessidades de se enquadrar na legislação vigente. Por conta disso, e considerando sua multivalência, é uma aeronave que constantemente ganha novos adeptos.

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