Economia e Mercado

Como o mercado vê a Aviação Brasileira em 2019?

janeiro 23, 2019
Tempo de leitura 5 min

Já falamos anteriormente sobre a aviação brasileira em 2018 e sobre suas perspectivas para 2019. Nos dois casos citamos o viés otimista dentro do mundo aeronáutico, com dados favoráveis ao mercado, melhores estruturação das empresas e grandes expectativas com o novo governo e a retomada do crescimento da economia.

Mas como o mercado está de fato vendo estas movimentações? Entre a crise da Avianca Brasil, a abertura do capital estrangeiro, as privatizações e o novo governo, como a ações das 3 maiores cias aéreas do Brasil estão se comportando e, mais especificamente, quais as perspectivas que o mercado enxerga para a aviação brasileira?

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As 3 maiores Cias do Brasil

Juntas Azul, Gol e Latam somam 86% do mercado e podem ver essa participação subir ainda mais com uma possível saída da Avianca Brasil do mercado. Embora existe a possibilidade da entrada de novos concorrentes no Brasil, o mais provável é que o capital estrangeiro venha para dentro destas empresas e não que novos players aparecem no mercado, pelo menos no curto prazo.

Gol e Azul possuem ações na Ibovespa, já a Latam opera apenas na Bolsa de Nova York e suas ações são muito impactadas pelos resultados da companhia como um todo, incluindo a operação que pertence a antiga LAN Chile. Sendo assim o valor de suas ações, embora tenha forte influencia da economia brasileira, também reflete outros mercados.

Como as ações estão se comportando?

Obviamente ações não são seres vivos com vontade própria, e sim refletem movimentos de milhares de investidores e empresas isoladas, e portanto refletem bem o humor e a expectativa do mercado. No curto prazo diversos fatores influenciam o seu valor, como especulações financeiras e movimentos visando o lucro no curto prazo.

A médio/longo prazo no entanto as ações mostram como o mercado enxerga a saúde financeira da empresa, seu crescimento e principalmente seu potencial de geração de lucro.

Neste ponto podemos verificar que após um período de queda em 2018, as ações passaram a vislumbrar um viés de alta desde os resultados do primeiro turno da eleições presidenciais, com exceção da Latam que lateralizou durante o primeiro e o segundo turno.

Após o segundo turno o crescimento se manteve e foi ainda mais acelerado voltando quase ao patamar do início do ano. Finalmente o terceiro ponto de crescimento se deu após a crise da Avianca, quando as ações superaram os índices do começo do ano.

Após o início do ano as ações da Gol e da Azul, passaram a operar em um leve queda, possivelmente pela realização de resultados por parte dos investidores. Já a Latam chegou ao seu maior pico desde junho de 2018.

 

Azul – AZUL4

Desde a abertura de seu capital em 2017 as ações da Azul flutuaram cerca de 48%, tendo o pico em março de 2018 e o vale em junho. Após os eventos citados acima, vimos uma valorização de mais de 40% e uma tendencia de estabilidade.

Hoje o mercado enxerga as ações da Azul com viés de alta e com recomendação de compra, corretoras avaliam uma leve alta no médio prazo e estabilidade no longo prazo, aguardando as tão esperadas reformas previstas.

GOL – GOLL4

Diferentemente da Azul, a Gol tem ações na Bolsa já desde 2005, em períodos mais longo a oscilação é obviamente maior, tendo passado por outras crises e pelo boom econômico do fim da última década.

As ações da Gol atingiram e 3/01/19 seu maior valor desde dezembro de 2010!!! Isso claramente mostra que alguma coisa está muito certa no caminho da Gol e existe ainda margem de crescimento. Mesmo com um crescimento de mais de 100% desde o primeiro turno das eleições. As principais corretoras ainda indicam a compra das ações da companhia, mas assim como a Azul, as reformas serão fundamentais para a manutenção do seu crescimento.

Latam – LTM

Por não operar na Ibovespa e ter uma influencia muito grande das outras empresas do grupo, a análise da Latam é muito limitada. Seus resultados hoje são positivos mas ainda longe dos picos anteriores. O destaque fica para a reestruturação da empresa e a possibilidade de conquistar parte do mercado da Avianca Brasil. Além é claro do crescimento da economia como um todo.

As indicações dos analistas é de forte compra, indicando um bom otimismo no curto/médio prazo.

Conclusão

Como já falamos nos posts anteriores sobre o mercado de aviação brasileiro, a expectativa é de crescimento na aviação, no curto, médio e longo prazo, e isso se reflete no mercado de ações das 3 maiores cias aéreas.

O céu é de brigadeiro e a tendencia é que voos ainda mais altos sejam alçados e que isso reflita em toda a aviação nacional. Resta agora esperar as aguardadas reformas da previdência, tributária e politica e avaliar os seus impactos na aviação nacional pois, como falamos, dependemos muito do crescimento da nossa economia, aumento do poder de compra e de um dólar estável.

 

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