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O que Aconteceu entre a Embraer e a Boeing?

No 25 de abril de 2020, uma revelação surpreendente caiu como uma bomba nas concorridas primeiras páginas dos principais noticiários do país: a Boeing desistiu do acordo com a Embraer, acordo este que resultaria no maior negócio aeroespacial da história brasileira.

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Inicialmente, a união possibilitaria a criação de duas joint ventures (modalidade de empreendimento administrado por duas companhias): uma para a área de aviação comercial e a outra para a produção, comercialização e manutenção de um tipo específico de aeronave, o cargueiro militar C-390, o maior avião produzido no Brasil.

Segundo a Boeing, o dia 24 de abril era o limite para a rescisão do acordo, e assim foi feito porque a empresa brasileira não obedeceu às condições dispostas contratualmente. Contudo, a empresa americana não especificou publicamente quais seriam elas.

A Embraer, no entanto, afirma que a Boeing inventou alegações como pretexto para não fechar o acordo.

O imbróglio se intensifica ainda mais quando analisamos o contexto em que ele se iniciou: o setor de aviação foi um dos primeiros impactados pela pandemia de coronavírus que atualmente assola o mundo.

Possivelmente, com os prejuízos da crise, analistas apontam que a empresa americana não conseguiria sustentar o negócio caso o acordo fosse fechado, uma vez que não se sabe até quando o setor de aviação ficará paralisado.

Estima-se que, desde o começo da crise, o valor de mercado da Boeing na Bolsa tenha caído 60%, isso sem contar às dificuldades que ela já enfrentava com os desdobramentos dos acidentes ocorridos por falha de software do avião 737 MAX.

Outro agravante que corrobora com os rumores: a parceria entre as duas empresas havia tido o aval da maioria das autoridades regulatórias, pondo em xeque os argumentos de que houve obrigações não cumpridas por parte da brasileira.

O contexto do acordo

O contexto que propiciou o surgimento do acordo vem de 2018, com o enorme sucesso que provou ser a união da canadense Bombardier e da francesa Airbus, cujo resultado gerou uma empresa com um capital avaliado em US$ 4,75 bilhões.

O cenário comercial era desfavorável à Embraer por ter de competir de forma independente com as gigantes do setor, por isso, o acordo com a americana seria a chance de ter seus produtos sendo distribuídos em nível global.

Sendo assim, o negócio também se apresentava vantajoso para a Boeing, uma vez que ela via na fusão a oportunidade de expandir seus negócios.

A desistência

Segundo a agência de notícia Reuters, o acordo assinado em janeiro de 2019 proibia a desistência de qualquer uma das partes em razão de uma pandemia ou recessão global. Guerras e desastres naturais também constavam nas cláusulas.

O montante que a Boeing teria de disponibilizar para cumprir o acordo é de US$ 4,21 bilhões (cerca de R$ 22,9 bilhões no câmbio atual), certamente uma quantia valiosa em tempos de uma crise que não se sabe até quando se manterá.

Por sua vez, a Embraer exige indenização já que foi obrigada a desembolsar R$ 485,5 milhões de reais em investimento para preparar a áreas de atuação que o contrato exigia.

Provavelmente, os episódios desse embate ganharão novos capítulos na Justiça. Além de resolver as diferenças nos tribunais, as duas empresas terão de sentar para produzir um planejamento capaz de fazer com que, pelo menos, elas cheguem vivas ao final desse caótico e inesperado cenário pandêmico.

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