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Manutenção das Aeronaves Paradas pela Pandemia

Isolamento social é a medida mais efetiva que temos até esse momento para frear o avanço do coronavírus. O setor da Aviação Civil é um dos mais prejudicados com a pandemia, em razão da redução drástica do número de voos ao redor do mundo, causados pela menor circulação de pessoas.

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Mais da metade da frota mundial de aviões comerciais, cerca de 14,5 mil aeronaves, estão sem poder voar, conforme dados da consultoria Cirium.

Companhias aéreas brasileiras chegaram a reduzir em mais de 90% o número de voos nesse período. Essa é uma situação sem precedentes e lidar com a presença desta doença tem se mostrado um grande desafio às companhias.

Afinal, quais cuidados devem ser tomados com as aeronaves paradas durante a pandemia?

Um avião é uma máquina bastante complexa. Ele não pode ficar simplesmente parado, esperando que o fluxo de voos se normalize. Aeronaves precisam de manutenção constante para se manter em perfeitas condições de operação.

Entre os vários cuidados com a manutenção, podemos destacar:

– Ligar os motores com uma certa regularidade;

– Fazer testes nos sistemas de direção e hidráulico;

– Limpar e arejar a cabine;

– Fazer a drenagem do tanque de combustível para impedir o acúmulo de água;

– Lubrificar componentes mais sensíveis, como o trem de pouso, a fim de evitar corrosão.

Especialistas dizem que as rodas dos aviões podem ficar deformadas se ficar muito tempo paradas. Por isso, é preciso movimentar e verificar a pressão dos pneus constantemente.

Outra preocupação das companhias aéreas é proteger as entradas de ar e outras aberturas existentes. Essa medida serve para evitar o aparecimento de insetos e a formação de ninhos de pássaros.

Onde guardar as aeronaves?

Por terem uma estrutura grande e pesada, os aviões não podem ficar estacionados em qualquer lugar. Um Boeing 737, aeronave narrow body (fuselagem estreita, ou seja, de corredor único), pesa mais de 40 toneladas. Já o Airbus A380, o maior avião comercial do mundo, pode pesar até 280 toneladas.

Esses gigantes ficam estacionados nos pátios e hangares dos aeroportos e em centros de manutenção. Em alguns lugares dos Estados Unidos e da Europa, as aeronaves estão paradas em pistas de pouso e taxiamento por falta de espaço nos pátios. Algumas companhias aéreas desses países colocaram parte da frota em estocagem de longa duração.

Esses aviões estão em áreas de deserto, onde a baixa umidade ajuda na conservação dos componentes. Dependendo de quanto tempo durar essa baixa circulação de pessoas em decorrência da pandemia, esses aviões poderão ser até desmontados.

Por causa do acúmulo de aeronaves nesses locais, as empresas precisam realizar verdadeiras operações logísticas de como posicioná-las corretamente. Cada avião deve ocupar um espaço estratégico para que os técnicos consigam fazer a manutenção e os procedimentos necessários adequadamente. Um avião não pode bloquear a passagem de outro, caso precise ser removido.

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